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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Com nota baixa em curso, UFRB cria plano de providências para cumprir exigências do MEC


Diante do resultado insatisfatório obtido pelo curso de Licenciatura em Matemática da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) -campus de Amargosa - apresentado pelo Conceito Preliminar de Curso (CPC) , a instituição diz que criou um “Plano de Providências” para obedecer as exigências do Ministério da Educação (MEC) e melhorar a estrutura da universidade e curso. A medida foi criada após reunião da Pró-Reitoria de Graduação com o Colegiado do curso de Matemática em dezembro do ano passado, de acordo com informações da assessoria de comunicação.

Entre os pontos incluídos na elaboração do plano estão: realização de concurso para docente, análise das provas do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) pelos docentes do curso; a aquisição de equipamentos para o laboratório de ensino de matemática; a revisão do projeto pedagógico do curso; a ampliação dos espaços públicos físicos destinados ao laboratório de ensino de matemática e ao laboratório de informática; implantação do programa de tutoria acadêmica; aquisição de bibliografia e a realização do encontro de matemática.

Campus de Amargosa da UFRB. Foto: Ascom/UFRB

Kaique Botelho, 21, estudante do 8º semestre do curso de Licenciatura em Matemática, diz que o curso deixa a desejar nos critérios gerais da universidade. “A universidade é nova, ainda está se ajeitando. O nosso laboratório de matemática funciona em um espaço provisório. No centro existem três cursos que estudam disciplinas de cálculo e o acervo não garante que todos os alunos tenham acesso aos livros”, diz. Kaique também acredita que as notas do Enade possam ter sido um dos motivos da nota baixa no conceito. “Muitos ingressam na universidade sem nenhuma aptidão para a área na qual está inserido e acaba por ter baixo rendimento no Enade”, opina.

O vestibular para o curso de Matemática da UFRB não será suspenso durante as inscrições para o Sisu deste ano. No entanto, a universidade terá de 60 a 180 dias para cumprir as exigências do Ministério da Educação. A avaliação foi dada pelo Conceito Preliminar de Curso (CPC), referente ao ano de 2011 e foi divulgada nesta terça-feira (8), no Diário Oficial da União.

O CPC avalia o rendimento dos alunos, a infraestrutura e o corpo docente das instituições de ensino superior no país. A distribuição da nota é dada da seguinte forma: desempenho dos estudantes representa 55% do total, infraestrutura conta com 15%, e o corpo docente, 30%. A quantidade de mestres pesa em 15% do total da nota dos docentes; a dedicação integral, 7,5% e o número de doutores, também 7,5%. Confira a lista completa dos cursos - clique aqui.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Certificado de Distinção premia as melhores pesquisas de estudantes da UFRB em Cachoeira


Valdir, Sida e Bruno exibem os certificados de melhor
pesquisa acadêmica. Crédito: Lorena Morais
Os estudantes Bruno Machado (Cinema e Audiovisual), Sida da Silva (Serviço Social) e Valdir Alves (Ciências Sociais) do Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) foram premiados por seus trabalhos acadêmicos, apresentados no V Seminário Estudantil de Pesquisa do CAHL, realizado em dezembro de 2011.

A entrega dos certificados aconteceu na última quarta-feira, 6 de maio, na Fundação Hansen e contou com a presença do vice-diretor do centro Wilson Penteado, a gestora de extensão Rachel Severo Alves Neuberger e gestora de pesquisa Amaranta César.

A escolha se deu através de uma seleção realizada por uma comissão de cinco professores do centro, que tiveram alguns critérios de seleção. “A ideia é valorizar a produção discente e fazer com que essas pesquisas sejam visibilizadas e que isso possa entrar no currículo dos estudantes e mostrar que de fato a gente pode fazer boas pesquisas, desde a graduação”, destaca Penteado.

As pesquisas

Bruno Machado, com o título “A experimentação dos dispositivos: a perspectiva autorreflexiva do documentário”, pesquisou as novas experiências e dispositivos no campo dos documentários. “A pesquisa era levantar documentários que não trabalhassem somente com dispositivos artísticos, mas também com dispositivos técnicos, novas invenções de um documentário”, relatou. O projeto foi orientado pela professora doutora Rita Lima e faz parte do programa Programa de Educação Tutorial (PET) CINEMA.

Sida da Silva seguiu a linha do projeto Caminhos do Paraguaçu, de sua orientadora, a professora doutora Lúcia Maria Aquino e fez o mapeamento dos espaços culturais da comunidade de Coqueiros, distrito de Maragojipe, Recôncavo Baiano. Com o título “Turismo cultural: uma alternativa para a comunidade de Coqueiro”, a pesquisa abordou vertentes do turismo multicultural através da gastronomia, turismo náutico, étnico e territorial.

E para analisar os conflitos entre religião e política na África, o estudante Valdir Alves com a pesquisa “Moçambique em outra guerra: católicos, islâmicos, pentecostais, neopentecostais e religiões tradicionais na luta por fiéis” escreveu sobre guerras civis na região, voltado para a guerra entre religiões que interfere na vida social dos moçambicanos. Seu projeto foi orientado pelo professor doutor Osmundo Pinho.

O prêmio

O prêmio está na sua segunda edição. Ele foi criado durante a gestão de pesquisa do atual vice-diretor do CAHL. Foram 60 trabalhos apresentados no V Seminário Estudantil de Pesquisa do CAHL (2011), em que 12 foram indicados pelos orientadores e três selecionados pela comissão avaliadora.

Os anais serão publicados  na revista eletrônica CineCachoeira, do curso de Cinema, através de uma parceria entre a organização do evento e a produção da revista.

Os ganhadores consideram relevante a iniciativa do prêmio, como forma de incentivar aos trabalhos acadêmicos e elevar a auto-estima de estudantes que se dedicam à pesquisas. Como observa o estudante Valdir: “Pra mim teve um gostinho especial, até mesmo porque a escrita sempre foi a minha maior dificuldade dentro da universidade. Receber uma premiação é legitimar esse caminho que estou trilhando”. “Que isso possa estar fomentando nos outros discentes a possibilidade de estar participando de pesquisa, de estar vendo a importância da pesquisa e extensão dentro da universidade” complementa Sida.


quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Era digital diminui hábito de leitura dos estudantes em Cachoeira



Estudantes não se interessam pela leitura alternativa
no município de Cachoeira. Foto: Pollyanna Macêdo
A biblioteca Ernesto Simões Filho, localizada à rua Ana Nery, tem um baixo número de frequencia comparada aos dados de matrícula  do ensino fundamental e médio no município em 2009, 8374 habitantes. No mês de setembro a biblioteca recebeu 250 visitas, média mensal de estudantes de 7 a 18 anos. Com funcionamento das 8 às 17 horas, ela oferece serviços de pesquisa em livros didáticos, além da leitura em jornais, romances e revistas em quadrinho. O espaço está aberto à comunidade civil e é utilizado também por professores do município, que realizam atividades de leitura em grupo.
Maria José de Souza trabalha a 22 anos na biblioteca e diz que o número de visitas aumenta em datas comemorativas, que é quando os professores pedem trabalhos escolares. A busca em sua maioria é por livros escolares. Leitura de romances, por exemplo, é mais difícil. “Antigamente o pessoal lia e pesquisava. Mas agora com a internet eles só fazem copiar e colar e quando veem aqui apenas tiram “xerox”. Não têm o hábito de ler”, afirma a funcionária ao receber das mãos de uma estudante um livro que pediu para fazer cópia.

Dia Nacional do Livro
Em 29 de outubro de 1810 foi transferida para o Brasil a Real Biblioteca Portuguesa e fundada a Biblioteca Nacional, que completa 200 anos nessa data homenageada como o Dia Nacional do Livro. O país passou a editar livros a partir de 1808, quando foi fundada a Imprensa Régia que editou o livro “Marília de Dirceu”, de Tomás Antônio Gonzaga. Porém, foi somente na década de 1930 que o páis teve um crescimento editorial, com a fundação da Companhia Editora Nacional, pelo escritor Monteiro Lobato, que tem uma frase muito conhecida que diz: “Um país se faz com homens e livros”.

Fonte: Blog da ESAB
Leitura no país
O Brasil é um país de 95,6 milhões de leitores declarados (que leram pelo menos 1 livro nos últimos 3 meses), segundo dados do Retrato da Leitura no Brasil - principal estudo sobre comportamento do leitor no país. Essa pesquisa foi realizada com mais de 170 milhões de pessoas com idade a partir de cinco anos. Desse número, 50% lêem livros indicados pela escola e 7% estavam lendo a bíblia. A média de posse de livros no Brasil é de 25 por residência.
Em 2003 foi criada a lei 10753, conhecida como “Lei do Livro”, com objetivo de implantar políticas duradouras para o livro e leitura no país. Entre suas diretrizes, está em “assegurar ao cidadão o pleno exercício do direito de acesso e uso do livro” e “promover e incentivar o hábito da leitura”. Em 2004 foi instituído o Plano Nacional do Livro e Leitura, que busca implantar bibliotecas em todos os municípios do Brasil que ainda não tem.

domingo, 5 de setembro de 2010

Estudantes da UFRB paralisaram as atividades em Cachoeira por um dia

#EDUCAÇÃO

  Os estudantes discutiram outros pontos de pauta como xerox gratuita,
conclusão das obras da residência e restaurante universitário. Foto: Marília Marques

As atividades no Centro de Artes, Humanidades e Letras (CAHL) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) foram paralisadas no dia 02 de setembro (quinta-feira), em virtude de uma manifestação realizada pelo Núcleo de Negras e Negros Estudantes, Coletivo Ademir Fonseca e Coletivo de Mobilização - grupos de estudantes.

O principal ponto de pauta discutido foi a questão da falta de acessibilidade nos espaços da universidade – reivindicação não cumprida em outras assembleias com a reitoria.

Carteiras foram colocadas nas escadarias e portas das salas e os estudantes exigiam a presença do reitor na plenária. Luis Flávo Gondim, representante da reitoria, garantiu a presença do vice-reitor para uma assembleia com os estudantes no dia posterior, no auditório Leite Alves.

Os temas de pauta foram discutidos pela reitoria e núcleos administrativos e alguns prazos foram estabelecidos mediante assinatura.

Poemas, desenhos e frases enfeitaram a parede
 branca do Centro. Foto: Laiana Matos

Mais mobilização


Na mesma semana, uma parede do centro foi pintada por alguns estudantes que reivindicaram um espaço de convivência dentro da universidade, que foi expresso através da arte e da interação entre os estudantes.
A decisão foi iniciativa do Coletivo de Mobilização e abraçada por alguns estudantes do centro.
Funcionários, professores e estudantes expuseram opiniões contra e a favor da mobilização.

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